Vou ser sincero pra vocês, e dar a minha opinião sobre a questão Dilma x JN, passando o "furacão".
Acho que W. Bonder e P. Poeteira pegaram pesado sim, com a Dilma. E foram em alguns momentos desrespeitosos. E também lhes faltou informação, principalmente na questão econômica.
Os dois âncoras do jornal esqueceram questões que a meu ver são essenciais para o entendimento da questão, que são:
- Inflação dentro da meta, conforme o método de controle de inflação instituído pelo próprio FHC;
- Menor índice de desemprego da história do país;
- Fomento da economia informal, através de políticas afirmativas e de financiamento.
Mas tenho certeza que a postura seria essa com qualquer outro presidente do campo popular. A questão é simples: os grandes veículos de mídia, ligados a conglomerados de comunicação coordenados por grandes famílias (Marinho, Civita, Macedo, Abravanel) tem interesse em políticas voltadas para eles, e vendem a ideia do liberalismo econômico pra o seu público.
Duvida? Reveja qualquer análise econômica feita pelo Sardenberg e confirme.
Enfim, não acho que estejam errados. Aliás, muito pelo contrário! O jornalismo não é e não deve ser imparcial. Ele deve tomar lado e deixar isso claro para seu público, sendo honesto. Não necessariamente assumindo apoio a um partido político, mas uma ideologia política, econômica, social e cultural. Que necessariamente, convergirá com a de alguns partidos - é o risco que se corre. Mas melhor correr esse risco do que ser desonesto para com seu público.
Ora, sabemos que o compromisso do jornalismo deve ser para com a informação em primeiro lugar! Mas a hierarquização das informações, diferente em cada veículo, é parcial e toma lado. Portanto eu, na minha condição insignificante de blogueiro, estudante e estagiário, me atrevo a aconselhar os editores: se assumam! Saiam do armário! Será melhor pra todos.
Em tempo, creio que a principal análise sobre o fato não deve ser a de entrar no mérito da qualidade jornalística e editorial do JN. E sim a análise sobre o fato em si.
Dilma trocou o interrogatório sob tortura, que sofreu na ditadura militar, por uma entrevista ao vivo, pra milhões de brasileiros, onde ela, eleita democraticamente pelo povo, é questionada e contrariada por dois jornalistas. Trocamos um governo autoritário, violento e opressor por um governo transparente, que tem os seus méritos questionados a todo o instante.
Você prefere um governo bom, mas que não pode ser atacado sob pena de tortura, prisão ou "desaparecimento"; ou um governo ruim, mas que você pode questionar e debater a respeito? Eu prefiro o segundo. E tenho certeza que essa escolha define muito sobre seu caráter.
Temos uma democracia, enfim. Aceitemos ela. Não é a democracia que queremos, mas é a que podemos ter. Mesmo que tenhamos uma imprensa longe do ideal, uma política distante do que idealizamos, ou uma indústria que não produz o que queremos, temos a liberdade de participar e de criticar tudo isso, sem sofrermos penalizações por pensar diferente.
E quem não gosta disso, bom sujeito não é.
Blog do Kobielski
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
O topo não é mais nosso
Ganhou a Alemanha. O time que mereceu. Fez-se a justiça!, embora a justiça não pertença ao campo do futebol. Às vezes acontece. Ainda bem. O jogo alemão, que já era conhecido pela disciplina tática e pela força física, agregou à isso a qualidade técnica tão conhecida por nós, latino americanos.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Sobre debate e intolerância (não religiosa, mas política)
Fiquei chocado quando vi essa notícia. Ela já está rolando faz uns dias, mas só agora consegui parar e lê-la. Divulgada e discutida por todos os setores de mídia, tradicional ou alternativa, o caso fez muito barulho. Deixo que vocês leiam-no, sob duas visões diferentes.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Seja bem vindo, hoje e sempre
Bom dia, boa tarde, boa noite. Tudo bem com você? Ah, tudo ótimo. O prazer é meu. Me chamo Pedro Kobielski. Sou jornalista. Em formação. Mas conta, né? Afinal você não se torna um, você é ou não é. Eu sou. Desde criança. Sempre quis ser o Clark Kent. Só que o tempo passou e ainda quero sê-lo. Como ele, quero mudar o mundo. A diferença é que não tenho superpoderes. Ou ainda não os descobri...
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